Tem coisa mais chata que reunião de condomínio?

Tem coisa mais chata que reunião de condomínio?

Tem coisa mais chata que reunião de condomínio?

Para muitas pessoas não tem coisa mais chata que reunião de condomínio, mas não seria o momento de repensar este conceito?

Março é tradicionalmente o mês de prestação de contas, eleições da nova sindicância e do conselho. É um erro imaginar que, ao ficar de fora, para evitar um eventual contato com vizinhos indigestos, seja a melhor solução.  Agindo assim, você será obrigado a cumprir às deliberações sem a oportunidade de se manifestar.

Há diversos momentos “chatos” em nossas vidas que temos que aceitar. Ou alguém se diverte em filas de banco?

O salto tecnológico para reuniões de condomínios

Por falta de opção, estamos mais abertos às novas tecnologias, visto que a etapa de negação foi superada, se tornando um hábito entre usuários que até pouco tempo relutavam ao fazer o uso da tecnologia.

As reuniões, aulas virtuais e os aplicativos de entregas ilustram essa situação.

Em condições normais de temperatura e pressão, somente em 2025, teríamos acesso em massa às plataformas como Zoom, MS Teams ou Google Meet. (Se esses nomes ainda não fazem parte do seu dia a dia, não se preocupe, em pouco tempo você vai se inteirar do assunto).

Um dos grandes destaques destes novos tempos são as mal faladas reuniões de condôminos, que agora em sua grande maioria, são virtuais.

Março se caracteriza como o mês na qual é obrigatório, conforme muitos regimentos internos, sua realização para definição de orçamento e aprovação de contas.

Estima-se que apenas 10% das pessoas participam de forma presencial, sendo que parte delas os considera totalmente dispensáveis.

O desafio agora é resgatar a importância destes encontros e trazer o público de volta.

Participar é preciso

A vida em condomínios não é uma novidade. Os primeiros relatos remontam à época das tribos que se uniam para se defenderem dos animais, forçando a convivência entre humanos em prol da sobrevivência e do bem estar.

Os homens caçavam enquanto as mulheres e crianças ficavam “em casa” aguardando a chegada dos seus guerreiros e do alimento.

O valor de um imóvel não deve ser medido apenas pela sua metragem e localização, mas também pela qualidade de vida. Condomínios também carregam suas reputações e estas devem ser preservadas.

Participar das decisões deve ser considerado um momento da mais alta importância, e como todo evento deve ser precedido de uma boa organização, regras e disciplina, sob pena de uma nova evasão de público.

Um condomínio representa a sociedade na qual vivemos. E por que não ser o ponto de partida para uma convivência mais harmoniosa, solidária e participativa?

Segundo o filósofo Clóvis de Barros, ninguém é canalha, mas certas pessoas possuem atitudes canalhas, entre elas a busca pelo conforto e satisfação ignorando as regras de um bom convívio.

Sendo assim, a origem dos famosos “barracos”.

Fica aqui o meu convite. Não perca a próxima assembleia do seu condomínio. Seja ela presencial, virtual ou híbrida.

Reclamar depois é fácil, mas não cabe ao síndico aturar suas insatisfações. Quem não participa, foi por vontade própria, delegando deliberações a outros, pelas quais você jamais concordaria.

Nem sempre o “acaso vai nos proteger “, segundo uma linda canção.

Nota:

No momento em que escrevo este artigo, recebi um honroso convite que demonstra o fim do amadorismo na gestão dos condomínios.

Fui chamado para participar do Planejamento Estratégico de um grande condomínio.

Foram criados diversos grupos de trabalho visando a definição de um “masterplan” para os próximos cinco anos. Jovens, idosos, crianças, funcionários, donos de animais, casados e solteiros, enfim toda a comunidade envolvida na construção do projeto.

Investir no bem-estar e na valorização do próprio patrimônio demonstra o alto grau de maturidade da direção e dos moradores. Sem dúvida, um exemplo a ser seguido.

#Ficaadica

Leonardo Diniz Mascarenhas

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